” Rede Social não é lugar para desnudar a alma, publique idéias, mas guarde o coração para quem esta perto o suficiente para olhar em seus olhos…quem joga sua alma no ventilador da internet, corre o risco de nunca mais conseguir juntar seus pedaços! “preserve-se”, intimidade não é para “amigos do facebook” e sim para amigos de face a face. “
Miguel Falabella.
Me sentindo melancólico por não entender a melancolia de Lana Del Rey
Mitsu
Chega um momento que você não quer parar de pensar em festa, aquela terça-feira em que você ainda tá sentindo o porre que tomou no sábado, e nesse momento uma melancolia invade sua alma, de que antigamente tudo era mais simples, que era só juntar uma dúzia de tampas de refrigerantes pra trocar por algum badulaque na padaria e você ainda sentia que tava saindo de graça. A Lana Del Rey foi feita pra essas meninas que, passada a euforia pós-noitada, querem se sentir pessoas densas e conflituosas.
Lana Del Rey é tipo uma foto do instagram que canta. É vender o lirismo que existe na decadência do glamour. É claro que ela é rica e deve ter o ventre tratado como o Santo Graal, mas ela pinta essa onda de atriz da década de 50 que é viciada em Prozac.
Mas não é só melancolia que ela causa em mim, existe um sentimento mais sofisticado: o constrangimento. Ela passa uma sofisticação tão grande que eu me envergonho de ser eu. Cada segundo que eu vejo e ouço essa mulher eu imagino o quão raso são meus sentimentos e que eu devia ter vergonha de estar bebendo Guaraviton. Eu devia estar bebendo algo mais sofisticado sei lá um Ice Tea de pêssego!!
Me sinto envergonhado por não entender a melancolia dos subúrbios americanos. Experimentei ouvir “Alagados” depois de ouvir “Video Games” e me senti o lixo mais superficial do terceiro mundo. “Eu ando muito otimista”, disse pra mim mesmo, e não existe nada mais obtuso e raso que o otimismo. Tenho que parar de ouvir Lulu Santos e começar a pensar em parque de diversão desativado, que eu acho que é essa onda meio Lana Del Rey né? Carrossel enferrujado e tal.
Acho que eu preciso mesmo é disso, de uma coisa meio pop-dark, meio clipes da Marina Lima no começo da MTV, um lance meio “caixinha de música que foi da minha avó”, quem sabe assim eu não me livro desses problemas mundados tipo não ter nada feito pra janta e eu com preguiça de sair pra comprar um Cup Noodles na loja de conveniência.
Esquece essa gente pequena, dona moça. Não é todo mundo que guarda no peito, um baú feito o seu, cheio de inspiração, flores, cores e delicadezas. Tem gente que transforma o que passou, em mágoa. Feliz é você, dona moça, que pega o que restou do passado e transforma em poesia.
“Eu admiro demais os detalhes. O detalhe de um sorriso tímido, da forma como os olhos se movem. Tudo revela algo.”—Bob Marley
Não dá pra andar com Deus no domingo e o Diabo na segunda
As pessoas rezam quando as coisas ficam incertas
Somos feitos de estados de alma que mudam ao sabor da vida e o que hoje pode ter uma importância enorme, amanhã mais não é do que a experiência do caminho…
Descentrando-nos do que somos, conseguimos saber ver o outro e diante da sua importância deixá-lo no caminho ou levá-lo para o amanhã. O sabor da vida é a experiência do que somos feitos diante dos estados de alma que mudam.
O GIGOLÔ DAS PALAVRAS - LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO
O Gigolô das palavras - Luís Fernando Veríssimo
Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da revisão !”). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover… Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse isso tudo para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas - isso eu disse - vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenho o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa ! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção dos lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção.
A Gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda.
24 MOTIVOS PARA SE TORNAR UM AMANTE DE LIVROS
1) Partir em busca de conhecimentos;
2) para não sentir solidão;
3) Sonhar acordado;
4) Ter um amigo;
5) Diversão;
6) Ter liberdade;
7) Viajar sem sair do lugar;
Imaginação;
9) Para nos abstrairmos dos problemas;
10) Para ter sonhos incríveis;
11) Estimular a criatividade;
12) Procurar o saber e a tranquilidade;
13) Viajar pelas palavras
14) Crescer e sonhar;
15) Faz pensar nas coisas;
16) aumenta o vocabulário;
17) Explosão de sentimentos e pensamentos;
18) Ampliar o conhecimento;
19) faz você rir e chorar ao mesmo tempo;
20) Te traz felicidade;
21) Companhia para a vida toda;
22) Conhecer pessoas e lugares diferentes;
23) Você aprende a pensar;
24) Ajudar numa nova visão para vida;
Qual você acrescentaria nessa lista?